Perguntas-me o que escrevo?
Invenções da memória. Respondi-te, o olhar tão distante...
João 2007
É o último coração do sonho, não o deixes morrer...
Perguntas-me o que escrevo?
Invenções da memória. Respondi-te, o olhar tão distante...
João 2007
...Parto perpetuamente rumo ao sul, e chego ao Tejo sem a esperança, a luz, ou o segredo que foste e carrego comigo. Ali, frente à imensidão, aos sonhos. Não vislumbro já as velas das caravelas. Este será sempre o meu Tejo que amo, sulcado por fragatas e varinos de memórias. Despido dos ideais, abandonado pelas Tágides, sem inspiração aos poetas. Viro a página em branco diária do caderno que me ofereceste. Enxugo as lágrimas das palavras feridas, com cuidado extremo.
Porque te escrevo sempre?...
Dez contos, excerto
Porque és assim. Tu sabes que sou eu, tu sabes.
A morte é uma porta verde. Espécie de prado do outro lado
Estremeço
Sinto o corpo em carne viva e as lágrimas não sei se brotam das orbitas ou caem com estrondo no coração.
Depois é o silêncio.
João marinheiro 2007
...Andei na beira-mar para te sentir na maresia
Molhei os pés na água fria
Agarrei a areia salgada desesperado
Porque me fugia entre os dedos
Como queria os teus dedos entrançados em mim
Fortes num abraço. O teu abraço que espero...
Esperava-te, excerto