sexta-feira, 29 de março de 2013

contra luz

 
Imaginar-te à janela em contra luz
Desnuda.
Chego de mansinho pé ante pé
Abraço-te. Um abraço redondo sôfrego
E beijo-te a nuca, as orelhas, o pescoço
Enquanto as minhas mãos te acariciam os seios duros
E a paixão cresce
O desejo aumenta
O sangue ferve bombeado a quatro mil e tal batimentos por hora
E tu prisioneira
Lentamente, lentamente
Tacteias-me o corpo, as tuas mãos ágeis
Enquanto da tua garganta saem gemidos
E as minhas mãos buscam o teu sexo quente.
Estremeces no meu abraço redondo
E a paixão cresce
O desejo aumenta
O sangue dilacera as artérias
E o ar nos falta…
 
João marinheiro Ineditos 2013
Fotografia de António Mizael www.olhares.com

domingo, 24 de março de 2013

magnólias jasmim...

 
 

Magnólias e Jasmim é esse o aroma da tua pele
Onde poiso a medo os lábios sequiosos
E as mãos rudes, cansadas do mar percorrem trilhos
Enquanto a noite nos envolve em mistérios de caricias e desejos
E tua boca sôfrega se entrega a um beijo como se fora único e último
Qual raposa, a tua língua ora toca ora foge dos meus lábios e eu
Olhos fechados. Guardo-te na memória em compartimento secreto.
 
O tremor do teu corpo, a curva dos seios que beijo
Magnólias e jasmim a que sabem.
 é esse o aroma da tua pele
Iluminada em breves momentos pelos raios que cortam a noite
E os trovões nos assustam com estrondo
E te encosto a mim a proteger-te, um abraço apertado
Um arfar quente do corpo a pedir, tu em murmúrios lentos
Aos meus ouvidos chegas sem te anunciares, paixão, fogo
Os teus olhos são labaredas negras intensas na noite.
 
Perco-me em ti. Perdes-te em mim. Perdemos o rumo
O azimute na carta, a posição do sol na hora certa.
Somos um verdadeiro naufrágio de desejos contidos
Um emaranhado de cabos e redes como fios os teus cabelos nas minhas mãos
E eu pescador de sonhos, cansado, velho.
Adormeço no teu regaço enquanto as tuas mãos me afagam,
Me descobrem devagarinho e embalado descanso
Enquanto a tua língua brinca ao esconde esconde com a minha
Beijo-te mais uma vez, como se fora a primeira, um beijo roubado
A saborear-te delicadamente como um néctar, qual beija-flor
Em pequenos tragos de cortar a respiração. Suspenso no momento.
E tu!
 Me abraças trémula de amor a tua pele a transpirar perfume
Magnólias. Jasmim...
 
João marinheiro Ineditos 2013
Fotografia "gotas de desejo" João Redondo, www.olhares.com
 

domingo, 17 de março de 2013

na beirada do mar...



Chegaste pela beirada do mar
Enquanto a chuva miudinha caia
Chegaste em passos rápidos, graciosa
Contemplava-te por detrás do vidro que me protegia da água e nos separava.
 
Esperava-te
Enquanto a noite entrelaçada na chuva cobria de negro o tempo
E a tua silhueta se recortava em contra luz na beirada do mar
Então sorri porque finalmente chegaste
Abriste a porta.
 
Os teus olhos negros como diamantes…
O desejo em mim, em ti.
 
A noite entrelaçada na chuva como dois amantes
Tu e eu, parados na beirada do mar
 
Fica comigo esta noite…

João marinheiro Ineditos 2013

Foto. capa do Livro, Fica comigo esta Noite de Inês Pedrosa

quinta-feira, 14 de março de 2013



Tenho tantas memórias…
Memórias rectangulares...
Em papel fotográfico…

sábado, 9 de março de 2013

da tua pele...




pois...hoje, tu és todo o meu universo, redondo, quadrado, elíptico, oblíquo, de todas as formas imaginadas.

Os olhos abertos, semiabertos ou semicerrados, e se os fecho, não sei se o teu cheiro é rosas ou mar, e as minhas mãos uma espécie de rede onde fico suspenso, um emaranhado de cabelos nos dedos, ou o teu riso ou o brilho dos teus olhos se transformam em desejo saudade, querer – te.

Andar contigo de mão dada na praia os pés nus na areia fria, um estremecimento dos corpos

O teu cheiro entranhado na minha pela à flor da pele…

João marinheiro S. Paio de Antas 09 Março 2013

domingo, 30 de dezembro de 2012

do pecado...

Resta-nos ainda a memória
 agora que este ano cansado se despede em tempo cronometrado ao milionésimo de segundo preciso...
 
Separa-nos uma linha invisível
Um traço leve a delimitar o contorno dos lábios
Vermelhos rubro cereja
Os teus
 Onde brota o néctar de deuses desejado.
Separa-nos uma linha invisível,
Silhueta do teu corpo em contra luz no entardecer
Que afago de memória
O sabor dos bicos hirtos e o redondo dos seios arrepiados
A memória na ponta dos dedos
A língua saboreando-te o sabor de quase mel a que sabes
Sentir esse mel na pele, a língua volteando os sabores a prolongar o tempo...hum
 Redimido de pudores...
Sem dúvida um marinheiro conquistador serei hoje
Em que te confesso as ousadias da imaginação presa.
Separa-nos uma linha leve e invisível
A transparência do vidro frio
Onde as minhas mãos escorregam impotentes sem poderem agarrar-te
E eu caio a todo o comprimento desta cortina
Desamparado.
 
João Marinheiro Ineditos, Dezembro de 2012
Fotografia de Seven- www.olhares.com

domingo, 23 de setembro de 2012

segunda-feira, 9 de julho de 2012

segunda-feira, 2 de julho de 2012

voar...



São as asas de um avião que eu quero

Para me levar até ti
Aos teus braços abertos para um abraço apertado
É o vento que me eleva no ar, asas de Icaro volteando
São as asas de um avião que eu quero
Para me levar até ti…

Camel - Sahara



É um mundo de areias
Sol
Dunas
E esta musica
Que entra pelos sentidos…

sábado, 29 de outubro de 2011

domingo, 5 de dezembro de 2010

terça-feira, 13 de abril de 2010

teus braços...



O tempo confuso
A ternura adiada
As mãos fechadas
Os olhos fechados
As portas fechadas
Uma estrada
Um deserto

sábado, 30 de janeiro de 2010

lembrar de ti...




o que faço, digo, sinto, penso, tem o seu valor pela intensidade com que acontece não pelo tempo que dura
porque o amanhã pode nem chegar...

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

mar de outubro...



é o meu mar que escuto. o mar que amo e confunde o sabor a sal das lágrimas...

a um deus desconhecido...

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

a noite passada...



E agora?


Que faço eu senão misturar o poeta no homem e vice-versa a tentar por todos os meios demonstrar o indemonstrável porque está latente. Escrevo porque sinto. Gostei tanto das palavras de Eugénio que trouxeste:


...E de súbito desaba o silêncio.
É um silêncio sem ti,
sem álamos,sem luas.
Só nas minhas mãos
ouço a música das tuas...


Sabes que gosto das tuas mãos. Sabes, porque as acho preciosas, tu discordas comigo do gosto meu, mas sou assim de gostos estranhos ou simples. As mãos dizem tanto, a linha da vida, a sina, o ser e o não ser. As mãos são mapas que nos levam por dentro de nós. É isso que quero falar hoje nesta carta. Falar de nós. Sei lá se consigo.


Hoje quero nestas letras que envio, falar de nós, acho. Porque é tempo de falar de nós. Do tanto que temos ainda por dizer e descobrir da magia que agora se manifesta.

Tu és mágica sabes!


Pareço um puto a escrever bilhetinhos de amor. Mas o amor não tem idade, é velho como o tempo e jovem como o nascer do sol…

sábado, 19 de dezembro de 2009

um caso raro....



As palavras a ti.

Queria perguntar-te pelo sol nos teus olhos e já nem sei as palavras a ti. A falarem ao teu coração. A saberem de ti. Já não faz mal. Sou mesmo uma espécie de marinheiro tolo e doido, alucinado do sal no corpo. É o tempo que me faz assim, estranho também. Incompreendido. Incompreensível, sem tempo deste tempo. Coisa estranha esta. A tempestade no pleno Agosto a chuva forte. O vento que geme na chaminé, o grito da criança na noite e a voz. A voz da mãe. Tem que ser a voz da mãe.
Fico sem saber se o sol está junto de ti hoje. Mas também não sabia ontem, ou antes de ontem, ou no futuro. O futuro é sempre a minha angústia por não saber de ti, adiada. E quando adormeço nunca sei se acordo á tua beira ou se te invento para me sentir lúcido e vivo. Porque o que queria era sentir-me amado por ti. E já não és nada. Por fora de mim. Existes por dentro só, num lugar secreto onde existe o sol sempre, e o teu sorriso nos lábios, e os olhos brilhantes, e a tua pele, as tuas mãos, o teu perfume. Porque me dizes que não usas perfume? Não és a mesma pessoa que amei um dia? Mas o teu cheiro perdura em mim e no tempo. O teu olhar na noite quando me fitavas a quereres entrar por dentro de mim.


Que nos aconteceu?

João marinheiro, " De subito desaba a trevoada" 2007 excerto

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

tem amores assim...para sempre...




O nosso amor de sempre
Brilhará p'ra sempre
Ai, meu amor
O que eu já chorei por ti
Mas sempre
P'ra sempre
Vou gostar de ti

Juro, meu amor que sempre
Voltarei, p'ra sempre
Ai, meu amor
O que eu já chorei por ti
Mas sempre
P'ra sempre
Gostarei de ti

Ai, meu amor
O que eu já chorei por ti
Mas sempre
P'ra sempre
Vou gostar de ti

Xutos e pontapés


...para sempre é demasiado tempo
ou tempo nenhum para quem tem a eternidade para amar?...

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

da importância...



Quando as palavras nos fazem sorrir.

Pequeno grande filme que vale a pena ver neste tempo que dizem ser de natal quase….