segunda-feira, 21 de abril de 2008

La Solitude...




Vou por esta rua, esta cidade escura e fria
As sombras são a companhia.
O som dos passos, a música que ouço
Chove.
Uma espécie de lágrimas doces e suaves
Um choro de menino baixinho
Vou abandonado e ausente
De olhos fechados. Vou só
Sou o homem que transporta os sonhos guardados
Nos bolsos vazios
Espécie de Lisboa








A cidade.


João marinheiro 2006

terça-feira, 8 de abril de 2008

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Há amores assim...




Acredito que sim. Quero acreditar que existimos assim numa galaxia distante.
Uma eternidade a saudade...

terça-feira, 1 de abril de 2008

Requiem...



Porque as palavras tuas me dizem tanto sempre...

domingo, 3 de fevereiro de 2008

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Nem um dia já...



Os dias frios do outro lado da vidraça.
Espero-te ainda...

És o meu abismo...



Fecho os olhos
caio no abismo que és
O teu olhar onde repousam
as palavras...

domingo, 6 de janeiro de 2008

Danças?...



Danças?

sim disseste.

Dás-me a mão
e voamos os dois
rodopiando no sonho esta madrugada

Sabe bem...



Chegar a horas para te abraçar.
O abraço imaginado
A hora certa
Só tu não estás...

Sentir...

Sentir

o doce dos teus lábios suaves

no amargo da minha boca hoje...

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

O mar e tu...



O mar e tu...
E eu aqui desesperando na saudade tua, do teu abraço que não chega nunca...

domingo, 16 de dezembro de 2007

Estrela do mar...



Dedicado às mulheres do mar da ilha que um dia foi a minha ilha tambem

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Todo o tempo do mundo...



Eu sei
O tempo é todo o tempo do mundo
Sem horas. Bastas tu para que o tempo avance sem nós…
Quase nunca vens já e eu não sei a história para contar
Eu sei
Já não tenho memória…

domingo, 21 de outubro de 2007

Navio de espelhos...

Fico aqui
Interminavelmente, a imaginar-te, a vinda
À tua espera, tardiamente, a ida

João 2007

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Gymnopedie nº 1




És uma espécie de brisa
Com velas dos barcos que povoam os meus sonhos
Rodopias à volta dos meus braços
Enquanto eu, só, te imagino aqui
Neste jardim de amantes de outrora
E tu
Meiga
Contas-me segredos ao ouvido
E eu
Inebriado de ti
Dedilho-te. Um som límpido cristalino
Por entre os dedos
Espécie de piano longo de cauda
Onde a chuva pousa suavemente
Em lágrimas de orvalho frio
Enquanto o dia se deita
Agora cansado
Das voltas que dás por dentro de mim…


João 2007

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Quem é você?



Perguntas-me o que escrevo?
Invenções da memória. Respondi-te, o olhar tão distante...

João 2007

domingo, 9 de setembro de 2007

Esse sabor...



Oficio de amar

Já não preciso de ti
Tenho a companhia nocturna dos animais e a peste
Tenho o grão doente das cidades erguidas no princípio doutras galáxias, e o remorso

Um dia pressenti a música estelar das pedras, abandonei-me ao silêncio
É lentíssimo este amor progredindo com o bater do coração
Não, não preciso mais de mim
Possuo a doença dos espaços incomensuráveis
E os secretos poços dos nómadas

Ascendo ao conhecimento pleno do meu deserto
Deixei de estar disponível, perdoa-me
Se cultivo regularmente a saudade de meu próprio corpo


O último coração do sonho, Al Berto

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Beijo...




...Outro dia e eu aqui, os olhos fechados a tentarem disfarçar o tempo das horas.
Deito-me. abandono-me nesta cama que já foi tua. Onde fizemos amor a primeira vez. Amortalho o pensamento, esqueço-me de mim próprio. Quando me deito fico numa espécie de êxtase, narcotizado. Uma espécie de torpor bamboleante, como se estivesse a bordo a dormir no meu pequeno beliche e o som da água de encontro ao casco a adormecer-me como uma canção de embalar...Quero adormecer e afastar-me de ti. Vou na boleia do veleiro que arreou as velas há pouco, e rumo a um sul sempre demasiado a sul de ti, e de mim...

...Amanhã, o dia será outra vez com vinte e quatro horas, e no alvor, os barcos lançam as redes em busca da sardinha cor de prata. E o sol vai nascer a leste de mim, por detrás das montanhas, e das hélices enormes na serra que aproveitam o vento a gerarem a energia limpa. O campo de milho vai estar lá, ali junto ao sopé da serra, separado pela estrada negra, e os carros vão passar para um lado e outro, rápidos. E por vezes, as ambulâncias com toda a aflição dos tempos, correm contra o tempo escasso. Os minutos que marcam a salvação ou a morte...

...Eu fico aqui, junto ao mar, como faço sempre. A envelhecer. Abandonado como uma carcassa de um velho barco. Na praia. A envelhecer de saudade. A envelhecer de amor. Nem eu sabia que o amor nos torna velhos e abandonados como os barcos que amo. Espécie de alma que os barcos tem....

" De subito desaba a tempestade" excerto,
João 2007